Travessia

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A beira do precipício. Então chegara ali: como tantas outras vezes. Nunca jogou, e não entendia porque. Porque não? Que é preciso?
A dúvida reinava: “Para lis alva”.
Instante suspenso. A dúvida. Anos ali, e um dia, o vento: jogar-se não é possível.
Andar pra trás, três, dez passos – sem – abrir o espaço, então, recorrer, saltar. Voltar. Ser.
Voltar. Saltar.
Tão longe, buscar o alto.
Atravessar.
Admitir a rota. Natural, fatal.

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Imagem: Perfomance ‘Estudo para Estratégia’ de Bárbara Malavoglia, foto Vitor Barão.

Heloiza Abdalla

É poeta. Publica em 2015 seu primeiro livro – Ana Flor da Água da Terra –, pela Editora Iluminuras.

5 Comentários

  1. H.B.

    Me enganei, a versão que tenho é de 11 de julho de 2012 e não de 2015.
    Passará o SILÊNCIO?

  2. H. B.

    Ainda tenho aquela versão de Ana Flor Água da Terra que você me enviou datada de 11 de julho de 2015. Sempre releio. Quero ver se esta versão é diferente daquela.
    Ou mais uma vez serei condenado ao teu SILÊNCIO?

  3. Preciso ouvir sua voz

    Como faz?

  4. Marcos Abdalla

    Adoramos muito, não por sermos os Pais, mas pela pessoa que é. Parabéns por continuar se atirando.
    Marcos e Sussa

  5. Telma F Pazzoti Toni

    Parabéns! Quando será a noite de autógrafos?

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