Verão

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Então teu verso mais antigo, onde possível era o impossível, nasce. Depois a carne abortada e o sonho esvair. Sangue no túnel, os que não são – ferve. Todo não ser, ferve. A hesitação é gesto-recuo.
Recuo: tempo.
Morte, morte, morte, morte.

É quase – quarenta, quaresma e você descobre: a morte existe, a vida mora. Ora, tecidos abrem e fecham.
       Cornucópia
       é medo.

Vinho venda a festa. 
O corpo resiste enquanto gesta.
          Nascer é sempre ordem.

Fé: corte, corta! Anda! Sonha o abismo e dança – nu, voa.

CeuHorasImagem: Sylvia Diez