"Os deuses no exílio", de Heinrich Heine, e "Heróis e maravilhas da Idade Média", de Jacques Le Goff, tratam da permanência e da transformação de seres míticos, da Antiguidade e da Idade Média, respectivamente
Obra central da moderna compreensão dos fenômenos do campo do sagrado, "As formas elementares da vida religiosa", do sociólogo francês Emile Durkheim traz o preciso aforismo de que os homens não passam sem os deuses, assim como estes não passam sem os mortais. Este círculo, de crença e existência, poderia incluir os deuses numa categoria maior, a do imaginário. Sem a agressividade cética, um tanto rancorosa, que reforça a dependência dos seres imateriais dos homens que neles creem, "Os deuses no exílio", do poeta e ensaísta alemão Heinrich Heine, e "Heróis e maravilhas da Idade Média", do historiador francês Jacques Le Goff, evidenciam a íntima ligação de uns com os outros.