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  Literatura Estrangeira
DAGON
H.P.Lovecraft
Tradução: Celso M. Paciornik

DADOS TÉCNICOS:
14x21cm | páginas
ISBN:
Em Breve

Situação:Normal



... na ficção de Howard Phillips Lovecraft, apenas coisas inverossímeis acontecem, sem nenhuma referência à trivialidade da vida cotidiana. Nada é por acaso, e tudo o que consta nas suas páginas evoca um sentido ominoso — trata-se do Mal, do Pior e do Terrível —, confrontando magistralmente o leitor com uma experiência de terror cósmico que perturbará seus sonhos para todo o sempre...

“A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga do medo é o medo do desconhecido. Poucos psicólogos contestarão esses fatos, e a verdade admitida deve firmar para sempre a autenticidade e dignidade das narrações fantásticas de horror como forma literária.” (H.P. Lovecraft) H.P. Lovecraft (1890-1937) foi o mais importante escritor do sobrenatural desde Edgar Allan Poe, e tem sido influência fundamental no desenvolvimento do gênero. Não há na literatura um escritor semelhante. Talvez possamos dizer que seja Lovecraft quem deixou no século XX os passos a serem seguidos por gerações de escritores, que o tem como mestre confesso.

Foi um visionário, alguém capaz de entrar no mundo dos sonhos e de lá nos trazer o pesadelo, o terror que ronda a noite. Ali, onde o terror faz sua irrupção, é que se gesta a literatura de Lovecraft, amparada num elíptico estilo, que faz o deleite de seus leitores. Conhecedor profundo do gênero (não há ingenuidade em suas narrativas, como o seu ensaio O horror sobrenatural em literatura pode atestar), o autor nunca se deixou levar por facilidades ou empatias emotivas, para colocar o seu leitor no limbo. Como ele mesmo nos diz, a dor e o perigo de morte são os sentimentos mais vividamente lembrados. O lado negro da existência é reforçado por um manejo extraordinário de mistérios cósmicos, dando forma a mundos paralelos sempre à espreita com suas funestas hostilidades. Ele diz no mesmo ensaio que, “quando a esse sentimento de medo e desgraça se adiciona a fascinação inevitável do espanto e da curiosidade, nasce um corpo composto de emoção exacerbada e imaginativa provocada, cuja vitalidade certamente há de durar tanto quanto a própria espécie humana”. E mais adiante: “não se deve confundir literatura de pavor com um tipo bastante semelhante, mas psicologicamente muito diferente: a literatura de medo meramente físico e do horror terreno. (...) O verdadeiro conto de horror tem algo mais que sacrifícios secretos, ossos ensanguentados ou formas amortalhadas fazendo tinir correntes em concordância com as regras. Há de estar presente uma certa atmosfera de terror sufocante e inexplicável ante forças externas ignotas: e tem que haver uma alusão, expressa com a solenidade e seriedade adequada ao tema, à mais terrível concepção da inteligência humana - uma suspensão ou derrogação particular das imutáveis leis da Natureza, que são a nossa única defesa contra as agressões do caos e dos demônios do espaço insondado”. Todas as minhas histórias - nos diz - estão baseadas na crença ou lenda fundamental de que este mundo esteve habitado em outros tempos por uma espécie que vive agora esperando o dia em que tomará de vez possessão da Terra. Lovecraft criou mitos que expressam a grandeza e o terror do universo.

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