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  Poesia Estrangeira
Crepúsculo
Stefan George
Eduardo de Campos Valadares

DADOS TÉCNICOS:
14x21cm | 240 páginas
ISBN: 978-85-7321-394-3

Situação:Normal



Para George, forma significa criação, princípio, pressuposto, essência mais profunda da criação. A forma forja a obra.

Gottfried Benn

Stefan George nunca duvidou que seu destino era ser poeta, no sentido mais estrito, autor de poemas, como Klopstock, Hölderlin, Rilke. Para ele a poesia é o ponto mais alto que alguém pode atingir.

Ernst Klett

É um acontecimento oportuno e feliz o aparecimento da tradução brasileira do Crepúsculo de Stefan George, com a força portentosa de sua palavra poética, palavra fecundante e transformadora que atravessa séculos e milênios.

Dora Ferreira da Silva

Stefan George, poeta maior do simbolismo alemão, conviveu com a poesia francesa e se tornou herdeiro de Mallarmé. Seus versos compactos e musicais inovaram a poesia alemã, inspirando a Arnold Schöenberg o dodecafonismo. A um só tempo delicado e irascível, George é um poeta premonitório e demoníaco.

Sua poesia pode ser agora apreciada pelos leitores da língua portuguesa graças ao empenho e à persistência de Eduardo de Campos Valadares.

Intuindo “a cor do estranho”, como dizia Alexander von Humboldt, Eduardo Valadares produziu um trabalho notável, que respeita o poeta e a sintaxe de sua poesia, seus ritmos áspero-doces e sua música, composta de imagens de ruas e rios, ares e mares, montes e vales.

A presente recriação da obra de George é fruto de audácia, fidelidade e independência e, acima de tudo, de uma congenialidade rara entre poetas.

É nítida aqui a busca de uma “versão idiomaticamente equivalente”, como exigiu de si Rainer Maria Rilke ao traduzir a poesia do amigo Paul Valéry.

Como leitor bilíngue e tradutor da literatura brasileira e portuguesa para o alemão, especialmente Guimarães Rosa, confesso que fiquei surpreso com as ousadias, descobertas e invenções da versão brasileira. Trata-se de uma formulação inovadora dos versos de George, que faz reviver sua magia sedutora. As rimas em português acabam gerando uma versão densa, calorosa e rica em sua multiplicidade de expressão.

Esta coletânea reúne o que há de melhor na poesia georgiana. Ela certamente permitirá aos leitores participar de um fascinante diálogo com o poeta e sua poesia. Poesia renovada e revigorada com sensibilidade e talento pelo tradutor brasileiro, cuja curiosidade amorosa conduz à busca do outro, o valde aliud, para além de fronteiras geográficas, linguísticas e temporais. Mais do que o impecável rigor formal alcançado, este é, a meu ver, o sentido maior desta travessia.

Curt Meyer-Clason

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