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  Literatura Brasileira/Portuguesa
Fernanflor
Sidney Rocha

DADOS TÉCNICOS:
13,5x22,5cmcm | 112 páginas
ISBN: 978-85-7321-484-0

Situação:Normal



Fernanflor é o épico, a saga de Jeroni Fernanflor. Uma obra-prima construída com a precisão e o preciosismo com que se cons­troem os melhores relógios.

LOURENÇO MUTARELLI

Em Fernanflor de Sidney Rocha tudo é linguagem: alta, baixa, média linguagem. [...] Tudo é claro. As frases dizem o que têm a dizer sem olhar para trás.

Nenhuma sombra ou resto aparente. A frase inequívoca e sólida avança. [...]

Sidney Rocha, ou melhor, as suas personagens, olham de cima e comentam, olham de um lado e depois do outro e falam, poetam ou descrevem; o narrador guarda um espaço entre ele e as personagens; não é narrador-excitado; é narrador tranquilo. [...]

Se só olhares para a parte clara pen­sarás que tudo é claro. Mas não: no mundo e nos livros, na arte, na casa, e em Sidney Rocha e neste fortíssimo livro, o claro-escuro, sem­pre. E é isso que nos fascina.

GONÇALO M. TAVARES

Fernanflor é o épico, a saga de Jeroni Fernanflor. Uma obra-prima construída com a precisão e o preciosismo com que se constroem os melhores relógios. É lindo e surpreendente o que Sidney Rocha evoca e solidifica com as palavras. E essa obra de arte recebe todo o cuidado desse criador, do texto à concepção estética e gráfica do livro. Só que esse relógio marca o que a ciência não atinge, nunca atingirá. Fernanflor marca o tempo interno. Jeroni Fernanflor é artista plás­tico, igualmente mestre em sua arte. Ele é um ser invadido por silêncios, e até isso Sidney é capaz de fazer, talvez a maior dificuldade a meu ver: Sidney consegue escrever o silêncio. O silêncio transforma as coisas, as faz crescer. E se seguimos esse épico atentos percebe­remos um pequeno rumor, que registra o som dos ossos de Jeroni Fernanflor. Os dele e os nossos, naturalmen­te.

Jeroni Fernanflor pintou os famosos, e sei que seria fama passageira se ele não os tivesse eternizado.

Ao mesmo tempo, Jeroni se eter­nizou. Jeroni torna Sidney apenas um borrão, enquanto ele ganha carne. Sidney Rocha é a­pe­nas um instrumento. E Jeroni nos engole. Jeroni me engoliu.

Estou dentro dele, agora. Mas o livro acabou. Falo dessa coisa triste que é o livro depois de lido. Fernanflor é um romance fabuloso. Natural­mente, voltarei a ler ou a dar corda para assistir ou fruir a este espetáculo.

Quanto aos elementos pic­tó­ricos deste livro destaco o capítulo “A ilha”. Queria fugir da expressão óbvia de que Sidney pinta com palavras, mas não dá. Fernanflor não é apenas texto ou literatura. Fernanflor é uma es­cri­tura. E terminar sua lei­tura é ter no peito o escorpião do remorso ou da tristeza. É quase o que veremos em nosso mo­mento final. Quando não haverá mais a mística só a buro­cracia. Boa leitura. Sejam engo­lidos por um vazio maior do que o de Jonas.

LOURENÇO MUTARELLI

Sidney Rocha (n.1965) escreveu Matriuska (contos, 2009), O destino das metáforas (contos, 2011, Prêmio Jabuti), Sofia (romance, 2014) e Guerra de ninguém (contos, 2015), todos publicados pela Iluminuras. Fernanflor é o primeiro livro da trilogia Geronimo, em andamento.

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