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  Infantojuvenil
FRASES DO TOMÉ AOS TRÊS ANOS
ARNALDO ANTUNES
ILUSTRADAS POR ARNALDO ANTUNES

DADOS TÉCNICOS:
22,5x15,5cm | 80 páginas
ISBN: 978-85-7321-539-7

Situação:Lançamento



“tem muito trabalho pra fazer o mundo”

“o tempo nunca acaba,nem quando a gente morre”

“a cabeça é a partemais dura do corpo”

“Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi”

Oswald de Andrade, “3 de maio”

Copiei e compilei estas frases do Tomé durante o ano de 2004, quando ele tinha três anos.

As coisas que ele falava nessa época soavam para mim como um apanhado de revelações, que se aproximava daquilo que eu entendia como poesia.

Ia anotando onde dava, no papel que estivesse à mão, logo que ele dizia, para não esquecer. Depois fazia os desenhos.

Inicialmente não tinha um plano de publicá-las. Fui fazendo como uma brincadeira; um álbum para curtirmos intimamente, em família. Depois de um tempo, deu vontade de compartilhar esse tesourinho com mais gente.

Muito do que escrevi ou compus bebeu na fonte de minha convivência com meus filhos, quando pequenos. Nas suas percepções muito virgens, cheias de encantamento e estranhamento por tudo que os cercava.

Tomé é o mais novo deles.

Em 1991, quando minha filha mais velha, Rosa, tinha essa mesma idade — três anos — escrevi o livro As coisas — uma espécie de compêndio pedagógico das coisas do mundo, filtradas poeticamente.

Não era um livro feito especificamente para o público infantil (apesar de crianças também o apreciarem, como me relataram depois alguns professores), mas tinha uma linguagem um tanto inspirada no modo como as crianças vêem (e elaboram) o mundo.

Por isso convidei a Rosa para ilustrar, naquela época, os textos de As Coisas.

Considero este livro agora, Frases do Tomé aos três Anos, uma espécie de espelho invertido do As coisas. Enquanto aquele era composto de textos meus, com ilustrações de minha filha mais velha quando tinha três anos; este é um livro de frases de meu filho mais novo quando tinha três anos, ilustradas por mim.

Hoje em dia Tomé tem 16 anos (e Rosa, 29).

Mas suas frases continuam a produzir em mim o mesmo susto poético de quando as ouvi pela primeira vez, levando-me a reparar em coisas que, apesar de serem muito evidentes, passavam despercebidas por minha (des)atenção forjada pelo hábito.

Com suas analogias inusitadas entre as coisas, entre as palavras, entre as palavras e as coisas; Tomé me ensinou outros modos de ver o mundo e usar a linguagem.

Arnaldo Antunes

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