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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Assombrado por palavras

Demonstrando novos rumos em sua poesia, músico e escritor Arnaldo Antunes lança n.d.a, seu 10.º livroEle está na estrada e anda rápido. Enquanto segue com a turnê de Iê Iê Iê, disco lançado ano passado, Arnaldo Antunes se vira para conceder entrevistas. O motivo das conversas agora é n.d.a, seu 10.º livro. Chamem-no de poeta, músico, gravurista, não importa: seu destino é estar em meio a palavras.A obra é tinta fresca. Traz poemas com no máximo três anos de idade que revelam a perseguição do autor pela união entre imagem e palavra, entre sentido primário e significado implícito. De sua casa em São Paulo, depois de um show de Taubaté (SP) e antes de se apresentar no Rio de Janeiro, o ex-Titã conversou com a reportagem da Gazeta do Povo.“Alguns traços são novidades neste livro. Por exemplo os cartões postais no final e a inserção de uma certa tridimensionalidade gráfica em alguns poemas”, diz o artista, com voz eterna de quem acabou de acordar. Primeiramente o poeta se refere ao que encontramos na metade final do livro de 208 páginas. Há fotos em preto e branco, sempre com alguma palavra ou conjunto de palavras em destaque. Lemos “divino” em uma caçamba de lixo; estranhamos “Dionísio Roldam-me” no que parece ser a traseira de um ônibus.“Carrego uma máquina fotográfica (Cassio, digital) para onde vou. Fico atento a essas escrituras de rua. Sempre acho algo que se destaca, tenha sentido ou não. Quase sempre isso adquire uma carga poética”, conta Antunes, que fotografa de maneira despretensiosa há mais de dez anos. “Penso em breve em lançar um livro em cores somente com essas fotos”, revela.



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