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sexta-feira, 7 de maio de 2010

O outro lado da guerra

Livro de jornalista santa-mariense traz cobertura e análise sobre a resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001Em outubro de 2001, Estados Unidos e Grã-Bretanha bombardeavam o Afeganistão. Para cobrir a resposta aos atentados terroristas de 11 de setembro para os veículos do Grupo RBS, Luiz Antônio Araujo embarcou dia 5 rumo ao Paquistão, que tentava impedir a entrada de refugiados do país vizinho. Ao mostrar o “outro lado” da guerra, o jornalista santa-mariense acabou revelando um cenário oposto de medo e de sentimentos de orgulho, glória e admiração com os ataques suicidas em território americano.Depois de oito anos, Araujo apresenta os antecedentes e as consequências do ato terrorista atribuído a Osama Bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda amparado pelo regime Talibã, que governou o Afeganistão até ser derrubado pela invasão americana, ainda em 2001. É isso o que traz Binladenistão – Um Repórter Brasileiro na Região Mais Perigosa do Mundo, que será lançado hoje, na Feira do Livro.– Trabalhei no livro durante oito anos. A redação e a edição duraram dois anos, de 2007 a 2009 – conta Araujo.Às 19h, ele bate um papo com o público e depois faz uma sessão de autógrafos na Praça Saldanha Marinho.Diário de Santa Maria – Os códigos das leis de guerra sobrevivem no ambiente onde esteve? Havia garantia de segurança por ser um civil exercendo atividade de imprensa?Luiz Antônio Araujo – Havia cerca de 3 mil jornalistas estrangeiros no Paquistão durante a guerra. O governo paquistanês era legalmente responsável pela segurança de todos, mas, na prática, isso não significava muito. No início da guerra, dezenas de jornalistas foram sitiados por manifestantes num hotel em Quetta. Após o fim da guerra, o americano Daniel Pearl foi sequestrado e morto em Karachi, cidade do tamanho de São Paulo.Diário – Qual foi o momento mais difícil “na região mais perigosa do mundo”?Araujo – Minha tentativa de chegar à fronteira com o Afeganistão a partir de Quetta. Foram dias de espera e pressão junto à burocracia paquistanesa e, depois, muitas horas de viagem por estradas de terra em encostas de montanhas, com escolta mal treinada e mal armada e uma situação bastante tensa na fronteira, onde havia refugiados desesperados e talibãs do outro lado. Nessa estrada, dois repórteres do jornal inglês The Independent foram violentamente agredidos cerca de um mês depois por uma multidão de refugiados.Diário – Em meio ao extremismo e ao fundamentalismo, você conseguiu perceber algum senso de razão/racionalidade?



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