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sexta-feira, 19 de julho de 2013

AS PENSAGENS DE LAURA RIDING (1901 – 1991)

Laura Riding é uma dessas figuras polêmicas, porém subestimadas, do modernismo norte-americano. Nascida Laura Reichental, em 1901, numa família de judeus austríacos do Brooklyn, seus primeiros poemas começam a circular em revistas literárias na década de 20, assinados com o nome Laura Riding Gottschalk (“Gottschalk” sendo o sobrenome do marido à época, Loius Gottschalk; o “Riding” foi inteiramente criação dela). A partir de 1924, ela começa a publicar pela The Fugitive, uma das revistas mais importantes da época, e a conhecer outros grandes nomes das letras norte-americanas, como Hart Crane (com quem desenvolve uma forte relação de amizade), e. e. cummings, Malcolm Cowley e Edmund Wilson.Seu casamento, porém, termina em divórcio, e em 1925 ela parte para a Europa para morar com o poeta, estudioso, tradutor e romancista Robert Graves (e sua esposa e filhos, diga-se de passagem), uma parceria emocional e intelectual que duraria 14 anos e que renderia frutos proveitosíssimos como o ensaio A survey of Modernist poetry (1927), que viria a influenciar o movimento conhecido como Nova Crítica. É em Londres que Laura assume oficialmente (no papel e tudo) o nome de Laura Riding, conhece mais alguns grandes nomes da poesia de língua inglesa (desta vez do além-mar: Eliot, Stein, Yeats, Pound…) e publica seu primeiro livro de poemas The close chaplet (1926), bem como alguns livros de ensaios – não necessariamente literários, como o Anarchism is not enough (1928). Junto com Graves, funda uma editora própria, a Seizin Press, para publicar os seus livros (e mais alguns de outros autores, como a G. Stein) e vai pouco a pouco se impondo na cena londrina hostil (e antissemita, para completar) do entreguerras.Em 1929, porém, a vida à três tem um fim quando, após uma discussão, Riding e Graves (nessa ordem) tentam suicídio pulando do quarto e terceiro andar do prédio, respectivamente. Os dois sobrevivem, mas o acontecimento repercute em Londres, e Graves se divorcia da esposa, Nancy, para se mudar, junto com Laura, para a ilha de Majorca na Espanha, onde retomam o trabalho com a editora, publicando periódicos como o Epilogue. A Guerra Civil espanhola estoura, porém, em 1936, o que os obriga a retornar a Londres, onde Riding publica sua principal obra poética Collected poems (1938), com os 181 poemas de seus 9 livros anteriores, publicados entre 26 e 38 (os poemas anteriores a 26, publicados em periódicos, porém, não entram nesse volume). No entanto, mal imaginava Laura que ainda outra guerra estava prestes a irromper perto dela outra vez (e, lembremos, ela era judia), e por isso foi muito conveniente que em 1939 ela tivesse recebido o convite de um amigo dos EUA para retornar ao seu país natal. O casal parte, mas Laura rompe com Graves para se casar com o poeta amador Schyuler Jackson, e Graves retorna à Europa logo na sequência.



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