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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Erotismo é criação

Os limites do corpo e o desejo sem limites numa conversa com Eliane Robert Moraes, professora da USP especialista em literatura erótica e na obra do Marquês de Sade. Por Gui Mohallem, Marcos Visnadi e Pedro “Pepa” SilvaNa grande biblioteca de Eliane Robert Moraes, quatro letras imensas, desenhadas nas lombadas dos livros, preenchem uma prateleira inteira: SADE. Eliane é talvez a maior pesquisadora brasileira da obra do “divino marquês”, como os surrealistas chamaram o libertino escritor do século 18. Mas, mais do que isso, ela é uma grande conhecedora do imaginário erótico – ou pornográfico, dá na mesma – e de sua presença na literatura. Escreveu sobre a indústria pornográfica, traduziu a História do olho, de Georges Bataille, analisou textos de Hilda Hilst, Roberto Piva e Glauco Mattoso, atualmente estuda as relações entre literatura e prostituição, e, ainda este ano, lança a Antologia de poesia erótica brasileira, a ser publicada pela editora Ateliê.Mas não é só seu delicioso currículo o que nos atrai. Apaixonada por seus objetos de estudo, Eliane faz a gente se apaixonar também, como quando conta a história da virtuosa Justine, heroína romântica que só se fode (em todos os sentidos) nas mãos do marquês. Ou quando nos mostra que os voos mais altos e os mergulhos mais fundos estão ao alcance da nossa fantasia.Numa manhã de julho, a professora de literatura brasileira na Universidade de São Paulo (USP) recebeu a revista Geni para um papo sobre seu trabalho, os limites da realização do desejo e a ausência de limites da criação erótica.



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