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sexta-feira, 6 de março de 2015

A presença singular de Sérgio Medeiros

O Estado de S. Paulo - Por Ricardo Corona

Sérgio Medeiros tem colaborado de maneira consistente para esticar a linha que aproxima a poesia brasileira do conceito de etnopoesia.

Isto desde os anos 1990, quando visitou os bororos, "os maiores e os mais bem-feitos índios do Brasil", nas palavras de Lévi-Strauss. Desta experiência-sintoma com os bororos, Medeiros nos deu a coletânea Makunaíma e Jurupari: Cosmogonias Amazônicas (2002) e não parou mais. É um dos tradutores, em parceria com Gordon Brotherston, do poema maia-quiché Popol Vuh (Séc. XVI).

Pois Sérgio Medeiros acaba de lançar ao mesmo tempo dois livros: O desencontro dos canibais (Iluminuras, 96 pp. R$ 36) e O choro da aranha etc.

(7 Letras, 104 pp. R$ 28), confirmando essa presença singular na poesia brasileira contemporânea, com a translação de textos, a incorporação de oralidades e, sobretudo, uma transitoriedade infraleve entre literatura e infância.



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