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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Sidney Rocha, o domador de palavras

Por Ivani Cardoso

Como um afinador de emoções, o escritor Sidney Rocha vai criando seus personagens em vidas adestradas por fatos consumados e sonhos. Seus livros refletem um cuidado vigoroso com o texto e com a palavra. E as palavras sentem esse respeito e se colocam como uma obra de arte, elas instigam e envolvem o leitor em suas tramas distantes dos olhares habituais. Como diz o escritor Lourenço Mutarelli, no prefácio do último livro, Sidney Rocha consegue escrever até mesmo o silêncio. Como surgiu esse estilo?

“Tudo vem do modo como quebro pedras com os estiletes e os estilos, malhando no ferro frio da linguagem, ou até mais, tentando domar os bichos sempre selvagens das palavras, personagens, ritmos, cenas, atmosferas”, responde o escritor. Desde o ano passado está vivendo em ritmo de Fernanflor e pede cuidado e carinho com ele. Diz que é um livro sobre as pessoas, um romance sobre o nosso tempo, talvez sobre o nosso tempo interno. Sidney Rocha nasceu no Ceará em 1965 e vive em Pernambuco desde 1983. Publicou Matriuska (contos, 2009), O destino das metáforas (contos, 2011 – que venceu o Prêmio Jabuti de Literatura), e Sofia (romance, Prêmio Osman Lins de Literatura, 2014), todos pela Iluminuras, que publicou este ano seu romance Fernanflor, primeiro de uma trilogia, e Guerra de Ninguém, de contos. Fernanflor a trilogia Geronimo, série de romances com histórias conectadas por ideias afins. O próximo livro é um livro de contos, Guerra de Ninguém, que sai pela Iluminuras neste ano. E depois a continuação de Fernanflor, que deve ser lançado nos próximos dois anos. E já tem muita gente esperando.

Confira a íntegra da entrevista:



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