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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Tradução autoral recria trechos de 'Finnegans Wake', de James Joyce

Dirce Waltrick do Amarante puxa um fio narrativo entre os muitos que a obra de Joyce oferece

André Cáceres, O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2018 | 16h00

À primeira vista, é impossível ler Finnegans Wake, quanto mais traduzi-lo. Publicado em fragmentos entre 1923 e 1939, uma “obra em obras” para o poeta Décio Pignatari, o livro de James Joyce desafia leitores, tradutores e críticos graças à estrutura circular, sem início ou fim, e às frases que concatenam neologismos, onomatopeias com dezenas de letras, trocadilhos e brincadeiras linguísticas em uma espécie de rapsódia irlandesa com uma pitada de fantasia.

+++Tradutora leva o espelho opaco de 'Finnegans Wake' para o português

Esse caudaloso “riocorrente” de experimentalismo formal foi peneirado e vertido para o português em um fio d’água de 73 páginas (ao todo, são 184, por se tratar de uma edição bilíngue com introdução e posfácio), tão intensas quanto as 628 do original. Finnegans Wake (Por um Fio) condensa a história de Humphrey Chimpden Earwicker (ou não), o protagonista (ou não) irlandês (ou não) do livro (única unanimidade sobre a obra, se tanto).



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