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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Para encarar o famigerado Finnegans Wake

Um dia de 1978, entrei na pequena livraria Avanço, na Rua Aurora, a poucos metros da Avenida São João, em São Paulo e comprei um volumoso livro chamado Ulisses, do Sr. James Joyce.Tinha ouvido falar cousa e lousa de ambos e estava disposto a encarar. Saber o que era, que tinha demais.Uma semana depois de avançar até a metade, parei. Estava mais perdido que lombriga em asfalto quente.Então descobri: alguns livros são como valentões de rua, você só encara com ajuda. Senão, leva cacete. Ulisses era um.Estes livros são cheios de melindres, inóspitos, como ralis no interior do Brasil: é preciso muita vontade para ir em frente. Depois fiquei amigão de Ulisses e até comprei de presente alguns para uns considerados, que acharam estranho eu gostar daquilo.A esta altura eu já sabia que havia um valentão ainda mais feroz naquela rua, um tal Finnegans Wake, do mesmo James Joyce, naqueles anos sem tradução integral no Brasil e praticamente ilegível por qualquer sujeito que falava inglês, porque soava grego louco falando russo.Deste livro, havia apenas um pequeno volume traduzido pelos irmãos Haroldo e Augusto de Campos chamado Panaroma do Finnegans Wake, que comprei ainda no final dos anos 70 em São Paulo e que me deu ideia da aventura que seria o volume inteiro. Não era fácil.



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