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sábado, 3 de outubro de 2009

A travessia de Finnegans Wake

Em 168 páginas, a catarinense Dirce Waltrick do Amarante percorre o mais complicado romance da literatura universalJá conhecia os dotes de resenhista da professora Dirce Waltrick do Amarante através de matérias que, de quando em quando, publica aqui neste DC Cultura. Já, por isso só, vinha chamando a minha atenção como se revelando muito competente no trato dos assuntos literários, parecendo-me dotada, sobretudo, de grande discernimento no enfrentamento de problemas que lhes estão ligados.Outro dia, folheando o Estadão, li uma referência a uma obra de sua autoria, editada pela Iluminuras, com o título Para ler Finnegans Wake de James Joyce, que faz uma magnífica abordagem desse romance do escritor irlandês, inçado de problemas léxicos e sintáticos, e, por isso mesmo, tornou-se um dos mais polêmicos para estudiosos de literatura. Ainda hoje, é provável que não se tenha ainda esgotado a análise a que vem sendo reiteradamente submetido por grandes hermeneutas das letras universais.O próprio fato de alguém se abalançar a uma aproximação desse corpo que irradia tanta luminosidade quanto dificuldade de exame é já algo que envolve um grande risco e exige, principalmente, uma dedicação intensa de estudos dos mais variados tipos, dentre os quais avulta o da linguagem, considerada em seus aspectos mais complexos. Alguns intérpretes conhecidos (os que particularmente tratei ou procurei estudar) me forneceram, sobre as duas mais importantes obras de Joyce – Ulisses e Finnegans Wake – apenas algumas noções preliminares ou até mesmo de alguma consistência ou senão com bastante aprofundamento, como o faz agora, em seu livro, a professora Dirce, para o que se capacitou através da consulta a um número considerável de autores que tentaram abordar essas duas montanhas verbais. Posso citar, no meu caso, Michel Butor e Anthony Burgess, este com seu livro Homem Comum Enfim (Companhia das Letras, 303 págs.), que envolve as iniciais do principal personagem de FW e ainda dos irmãos Campos (Haroldo e Augusto), com Panaroma do FW, em que ambos procuraram trazer os primeiros elementos de orientação a essa obra em âmbito nacional, e, ainda, fiz incursões à obra de Edna O’Brien, James Joyce (Ed. Objetiva, 188 págs), e, por último Riverrun, de vários autores, organizado por Arhur Nestrovski (Ed. Imago, 404 págs.).



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