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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Jornalista egresso da UFSM lança livro sobre o mundo de Bin Laden

No último dia 11 de novembro, o jornalista egresso da Universidade Federal de Santa Maria, Luiz Antônio Araujo, lançou a obra Binladenistão, Um Repórter Brasileiro na Região Mais Perigosa do Mundo, na Feira do Livro de Porto Alegre. Araujo, que é editor de Política do jornal Zero Hora, foi enviado da RBS em 2001 ao Paquistão, logo após os atentados em Nova York, para cobrir o ataque americano ao Afeganistão. Os detalhes da cobertura e a descrição da região que o presidente americano Bill Clinton chamou de “a mais perigosa do mundo” compõem o miolo da obra.Binladenistão começou a ser escrito em 2002, logo quando o jornalista voltou do Paquistão. Em função de outras atribuições profissionais, Araujo precisou interromper o projeto, mas nunca chegou a abandoná-lo. “Retomei o trabalho com mais assiduidade em 2007, quando a "talibanização" do Paquistão deu um salto e a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto retornou ao país”, diz o jornalista que, a partir desse momento, começou a dar forma às 304 páginas do livro.O lançamento da obra na Feira do Livro de Porto Alegre foi escolhido pelo fato de proporcionar uma grande troca de informações entre autores, leitores, editores e livreiros. Araujo se disse emocionado, “não apenas pela oportunidade de encontrar amigos, colegas e pessoas desconhecidas que se interessaram pela obra como por marcar simbolicamente a chegada do livro ao público brasileiro”.Experiência para a vidaEm quase um mês percorrendo o Paquistão até chegar à fronteira com o Afeganistão, Araujo colecionou - além de uma vasta produção jornalística da cobertura - histórias emocionantes e momentos tensos.Uma dessas histórias curiosas aconteceu quando ele passou uma noite percorrendo hospitais de Quetta, perto da fronteira com o Afeganistão. No final da noite, em um hospital beneficente, o jornalista conversou com uma médica afegã de origem tajique sobre o seu trabalho de salvar vidas. “Ela havia se formado em medicina em Cabul, tinha sido proibida de trabalhar pelo Talibã por ser mulher e escolhera o exílio. Minha mãe (assim como meu pai) se formou em Medicina na metade dos anos 60, numa época em que estudar Medicina no Brasil ainda não era visto como algo normal para uma mulher. Assim, a conversa com aquela médica teve para mim um significado especial”, relembra Araujo.Já o momento considerado como o mais tenso pelo repórter foi no dia 28 de outubro de 2001, quando estava junto de inúmeros refugiados na localidade de Chaman, na fronteira com o Afeganistão. Do outro lado da fronteira, parentes e amigos dos refugiados observavam a situação. De repente, uma caminhonete com dois talibãs armados apareceu do lado afegão e semeou pânico entre os civis. “A situação ficou tensa porque havia famílias divididas por uma cerca de arame farpado e soldados e milicianos armados dos dois lados”.Com mais de 20 anos dedicados à profissão, Luiz Antônio Araujo também já participou, como editor, das coberturas das guerras do Iraque (2003) e da Faixa de Gaza (2009). Após essa a passagem in loco pelas áreas de conflito, ele tira uma lição. “O ser humano vale a pena, apesar de toda a irracionalidade da guerra, da violência esmagadora dos mais fortes contra os mais fracos e da intolerância de todos os matizes”, diz o repórter formado em 1987 pela UFSM.



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