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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lutz não perde a atualidade

Às vésperas do grande encontro das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, o COP-15, que ocorrerá em Copenhague, as ideias do ambientalista José Lutzenberger, falecido em 2002, nunca estiveram tão atuais. Em Garimpo ou Gestão, uma Crítica Ecológica ao Pensamento Econômico, Lutz já alertava, no final dos anos 1990, que um país realmente moderno teria de abandonar as formas de uso predatórias e as tecnologias de saque à natureza. Exatamente o compromisso que líderes mundiais terão assumir com diferentes graus de empenho na Dinamarca, no mês que vem.Financiado pela instituição Pelo Planeta Associados, Garimpo ou Gestão foi escrito em etapas e só chega ao público agora, depois de um trabalho de checagem – realizado pela jornalista e escritora Lilian Dreyer – de versões e registros em disquetes deixados por Lutz. Hoje, também estarão na sessão de autógrafo da Feira, às 19h30min, as filhas de Lutz, Lilly e Lara, e Augusto Carneiro, amigo de longa data do ambientalista.“Este livro é resultado da minha passagem pelo governo Collor”, escreveu Lutzenberger na introdução do original. Na época, conta Lilian, ele fez um “extremo auto-sacrifício”: assumiu o cargo de Secretário Especial do Meio Ambiente convencido de que poderia ecologizar a a administração do Brasil. Ao final, concluiu ter cometido um erro de avaliação. Mergulhou em um estado de decepção e debilidade física:– Ele dizia que a passagem pelo governo consumiu 10 anos da sua vida – conta Lilian.Lutzenberger falava de desenvolvimento sustentado num tempo em que poucos compreendiam o que isso significava. Não havia mobilização planetária por fontes de alternativas de energia e muito menos o sentido de urgência em torno da redução das emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global. A atualidade de Garimpo ou Gestão está também na busca de ampliar o conceito de sustentabilidade para o indivíduo. Lutz acreditava que questões graves, como o aumento do uso de drogas, estavam relacionadas com a inadequação ecológica do ser humano. E, principalmente, que ainda haveria tempo para mudar.- Quando desabaram sobre o Afeganistão os primeiros mísseis disparados a mando do governo George W. Bush, em outubro de 2001, Luiz Antônio Araujo era um dos poucos repórteres brasileiros na região do conflito. Durante 29 dias, como enviado especial de Zero Hora, ele percorreu o Paquistão e chegou à fronteira com o Afeganistão para mostrar o outro lado da tragédia de 11 de setembro: a dos afegãos que encaravam, de um lado, as forças norte-americanas e, do outro, as do Talibã e da Al Qaeda de Osama bin Laden. O que Araujo testemunhou dá o mote para o livro Binladenistão, que ele lança hoje, às 19h30min, na Praça de Autógrafos. O volume (Iluminuras, 304 páginas, R$ 47) contribui para uma reflexão sobre temas que, ainda hoje, se mantêm vivos, como por que Osama bin Laden ainda não foi capturado? Quais são os papéis americano, russo, paquistanês e saudita nessa crise?



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