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MAR PARAGUAYO

WILSON BUENO

  • R$ 36,00

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Américas pretende reunir o que há de mais significativo na atual produção literária e na reflexão sobre literatura do continente.

Mar Paraguayo: a necessária discussão dos limites, o insistente desejo de desafiar geografias imaginadas que parece marcar o ethos da república guarani (& mais, segundo o autor, do Pará, Paraná, Panamá) é, sem duvida, a chave para a leitura da canción marafa de Wilson Bueno.

De início, desconcertante pelo mix linguístico — guarani y castejanos, afros duros brasileños —, mix de melodrama barato e stream of counsciousness, mix feminino (?) borrado de rouge e baton e de sinistro fascínio por clones de la Sonia Braga e Nossa Senhora das Dores. Em seguida, surpreendente. Do lance de dados ao acossado juego-de-jugar desta novela, percebe-se que as coisas mudaram. De forma um pouco dissimulada pela encenação de um escrita convulsiva, compulsiva e sobretudo, urgente “para que no se rompa dentro las cordas del corazon”, este livro promove a declaração, subterrânea, da falência das fronteiras. Um autor— ou ator — performático nos sugere que é experimentando a vida no borderline da história e da linguagem na interseção das identidades nacionais, linguísticas, culturais e sexuais que talvez se possa melhor compreender a estranha matança del viejo, udida, com prazer e guarânias, neste Mar Paraguayo.

Heloisa Buarque de Hollanda

 

Wilson Bueno nasceu em Jaguapitã, PR, em 1949, mas foi, primeiro em Curitiba, e, depois, no Rio de Janeiro, que se deu a sua formação literária e humana.

Adolescente ainda já protagonizava a cena cultural curitibana e nas “demolições” da década de 70, no Rio, as artes e desartes do autor se tornaram ainda mais evidentes. Assinado em diários e alternativos da época, num fazer textual sempre radicalizado.

Wilson Bueno negou-se a aderir aos ismos que, com frequência, pontuam a cultura tupiniquim. Em 1986 estreia em livro – Bolero’s Bar (Criar Edições, Curitiba), com entusiástica apresentação de Paulo Leminski. A prosa inclassificável de Bueno ganha o elogio da melhor crítica brasileira.  Manual de zoofilia (Noa Noa, Florianópolis, 1991), considerado por Wilson Pereira como “uma pequena grande obra prima”, é o segundo livro do escritor: trinta microtextos em que trinta bichos dialogam em favor de uma poética do erotismo humano. Wilson Bueno é ainda editor do premiado jornal de cultural Nicolau, de Curitiba.

Autor(a) Wilson Bueno
Nº de páginas 80
ISBN 85-85219-59-9
Formato 11x21cm

Autores

WILSON BUENO

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