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NOVEMBRO

GUSTAVE FLAUBERT

  • R$ 53,00

O herói de Novembro, novela autobiográfica que Gustave Flaubert escreveu aos 20 anos de idade, Sonha com êxtases místicos, haréns, paisagens desérticas - sonha, enfim, com aquilo que o escritor francês, nessa época, considerava ser o Oriente.

 Num ritmo muitas vezes ofegante, Novembro descreve com mestria a alma de um adolescente que descobre o mundo e seu próprio corpo. Fascinado pelo Oriente, esse herói sem nome não consegue, entretanto, abandonar o seu quarto, onde se sente extremamente entediado. O Oriente é apenas uma miragem que ele entrevê nos momentos de devaneio.

Num patético arremedo dessa vida aventurosa e países longínquos, o herói adolescente percorre sozinho os arredores da cidadezinha em que nasceu. Consegue, então, viver estranhas experiências, que se poderia chamar de místicas. A natureza fala ao seu espírito e ao seu corpo, dando-lhe prazer e conforto. Mas essa harmonia com o Universo é uma ilusão e logo se desfaz, mergulhando o personagem num terrível desespero.

Em Novembro, o jovem Flaubert utilizou pela última vez, num texto literário, a narrativa em primeira pessoa. No final da novela, o escritor despediu-se do narrador subjetivo e começou a esboçar o narrador objetivo, cuja voz daria origem, anos mais tarde, ao romance Madame Bovary, que iria consagrar o escritor. Por isso, pode-se ler Novembro como um texto que denuncia o impasse da voz romântica e abre caminho para o advento da voz realista.

Esta tradução de Novembro vem acompanhada de treze cartas que Flaubert escreveu ao seu amigo Louis Bouilhet, quando visitou pela primeira vez o Oriente (Egito, Líbano, Síria, Turquia), realizando o sonho do herói adolescente da sua novela.

Nessas cartas, escritas numa linguagem muito livre, o escritor relata com franqueza tudo aquilo que viu no Oriente, para ele a terra dos contrastes, onde o esplendor reluz no pó. Flaubert, buscando talvez o êxtase que havia descrito em Novembro, percorreu o Nilo de barco e o deserto de camelo, encontrou-se com autoridades religiosas e prostitutas, admirou rapazes moças e viveu todos os tipos de experiência erótica. No Santo Sepulcro, em Jerusalém, recebeu uma rosa um sacerdote e refletiu sobre a secura do seu coração, que não lhe permitiu se emocionar com essa experiência.

Enriquecida com aquarelas e desenhos de Delacroix, esta edição de Novembro, acompanhada de treze cartas do Oriente, oferece ao leitor brasileiro uma faceta pouco conhecida da personalidade de Flaubert, autor de uma obra que continua sendo referência para se entender o romance e o conto modernos.  

Autor(a) Gustave Flaubert
Tradutor(a) Sérgio Medeiros
Nº de páginas 224
ISBN 85-7321-133-4
Formato 14x21 cm

Tradutores

Sérgio Medeiros

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