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CONVERSA SOBRE A POESIA

FRIEDRICH SCHLEGEL

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  "...onde quer que o impulso e o espírito humanos atuem unidos, irrompe uma força mágica. Tenho contado com esta força; eu sinto o sopro do espírito pairando entre os amigos — não vivo na esperança mas na certeza da nova aurora da nova poesia. E o restante está aqui nestas páginas, se já é chegado o momento.”

SCHLEGEL

 

Todo romantismo é embriaguez de um começo. Rompante que não espera provocação, projeto que refuta o peso do obstáculo futuro; um pouco assim como nos sentimos quando a insegurança esporeia o amor próprio, fazendo-nos aumentar o tom, redobrar a ênfase de nossa palavra e nosso gesto. O que pode causar surpresa ao leitor é que, para além do entusiasmo do instinto e do enamorar-se da própria subjetividade (centrífugo o primeiro movimento, centrípeto o segundo — como em toda adolescência), o romantismo alemão se definiu por uma exigência rigorosa, quase ascética em sua disciplina: atingir a plenitude do possível, através da reflexão. Poesia e filosofia deveriam realizar-se juntas, ainda que o mútuo caminho de sua redenção já nos soe, agora, terrivelmente abstrato. Ardor pela lógica, pela ideia, pelo discurso, que revelava também uma crença um tanto mágica e supersticiosa no intelectualismo mais desabrido; falar por falar, alegria do espírito na geração de talento que vivia a virada para o século XIX.

Friedrich Schlegel é um exemplo acabado desta geração. Refletiu, exaltou-se, escreveu, sempre acompanhando a perfeita volubilidade de seu gênio. Tinha pressa, como se uma voz lhe soprasse ao ouvido: é imperativo instaurar a eternidade nos próximos cinco minutos.

Este volume apresenta, na companhia de outros fragmentos publicados na Athenäum, o texto onde Friedrich faz pequena crônica/manifesto de sua juventude em Iena, junto a Schelling, Novalis, o irmão August Wilhelm; depois Schlegel ainda irá viver bastante, tempo suficiente para converter-se ao catolicismo, servir como diplomata e acabar seus dias como fleumático burguês. Mas Schlegel teve a paixão lúcida que Ihe permitiu transformar a juventude em obras, fragmentos monumentais, instigantes ruínas. Construiu inúmeras eternidades de Cinco minutos. Quantos de nós podem dizer o mesmo? 

Autor(a) Friedrich Schlegel
Tradutor(a) Victor-Pierre Stirnimann
Nº de páginas 120
ISBN 85-85219-80-7
Formato 14x21 cm

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